Para além de algumas mudanças visíveis no layout da página inserimos uma nova funcionalidade. Até às 13.00h do próximo domingo queremos saber o que pensam os nossos leitores sobre a seguinte questão - Frente Ribeirinha de Lisboa: existindo novas ideias e uma nova entidade gestora, quantos concursos públicos para projectistas se irão realizar?
Estando a arquitectura longe de ser um novo ofício, o “Relatório - Profissão: Arquitecto/a” [2006] - organizado pelo Instituto de Ciências Sociais e realizado Manuel Villaverde Cabral (coord.) e Vera Borges, publicado pela Ordem dos Arquitectos, revela uma profissão muito jovem e tendencialmente feminina. Concentremo-nos na análise do acesso à profissão dos primeiros, com o conhecimento que a maioria dos inscritos na Ordem dos Arquitectos tem menos de 35 anos e que cerca de dois terços ainda não terá atingido os 40, de acordo com o referido estudo. Partamos do principio, sem nos preocuparmos em fazer a sua demonstração nestas curtas linhas, que o acesso à profissão é difícil, moroso e destruidor do potencial que o país criou nas universidades. Perante a precária situação dos jovens arquitectos em Portugal, há uma corrente justificativa que se centra, genericamente, em dois argumentos: 1) as universidades estão longe das necessidades do mercado preparando mal os seus licenciados; 2) no país há arquitectos a mais. Comecemos pela primeira questão. Sendo uma argumentação de carácter marcadamente ideológico, interroguemo-nos se a academia deve servir o mercado. Veja-se os exemplos recentes das licenciaturas em gestão, em grande destaque nos anos 90, e actualmente máquinas produtoras de licenciados para o fundo de desemprego. Como qualquer teórico do neoliberalismo defende, o mercado é veloz e modifica-se em tempos muito inferiores a de uma licenciatura. Por outro lado, em Portugal, o Estado ainda é um dos principais agentes de educação de nível superior devendo, à partida, qualificar os seus cidadãos para que intervenham no desenvolvimento do seu país, o que não corresponde necessariamente aos interesses do referido mercado. Como bem soube resumir Manuel Tainha, diria que no caso específico da arquitectura, e contra o sentido do Tratado de Bolonha, a academia não deve papaguear o ofício. A segunda argumentação, por vezes associada à primeira, é a de que há arquitectos a mais. De acordo com os números disponíveis, em Portugal existe aproximadamente 1 arquitecto por cada 625 cidadãos. Embora este número possa impressionar, se pensarmos num quadro em que cada cidadão ao longo da sua vida necessitará três vezes dos serviços de um arquitecto, passamos a ter 1875 projectos por arquitecto. Contudo ambos os raciocínios são falaciosos, apenas importando o segundo para destruir a ideia subjacente ao primeiro. Uma licenciatura em arquitectura deve continuar a ser, uma formação de carácter universitário que produz cidadãos com habilitações para exercer arquitectura, mas também deve poder construir profissionais com conhecimentos técnico-científicos que permitam ao licenciado enveredar por outras áreas profissionais com inevitáveis relações com a arquitectura como crítico de arquitectura, professor, cenógrafo, político ou treinador de futebol. Ou seja, o que importa é que sejam formados mais licenciados, pois o seu trabalho e conhecimento nunca é demais num país que tarda em evoluir. Mas se é verdade que este discurso assentaria bem a qualquer governante da nação, a prática diz-nos que sucede exactamente o contrário. A utilização abusiva da urgência dos processos ou de empresas públicas e privadas para mascarar os concursos públicos, a continuada concentração da encomenda pública em estruturas bem relacionadas com os partidos do bloco central e as precárias relações laborais dentro dos escritórios de arquitectura, têm conduzido à rejeição da profissão ou a um violento processo de emigração, dos quadros superiores que o país formou. Em Portugal, em geral, o jovem arquitecto é visto com desconfiança. O seu conhecimento de carácter universitário, a sua dinâmica e a sua prática profissional recente, são desvalorizadas em detrimento de quem está infiltrado nas teias do poder, tantas vezes pouco qualificado e/ou com um historial de resultados medíocre. Aliás as últimas revelações do passado profissional do Primeiro-Ministro actual reforçam este sentimento. Embora a discussão mediática se tenha centrado sobre argumentos de legalidade e de carácter estético, para o comum dos arquitectos é particularmente chocante a forma como hoje, um dos mais alto-responsáveis da nação, assume e corrobora tais actos. A institucionalização da antiga prática de José Sócrates, destruiu com poucas palavras, anos de trabalho pela revogação do DL 73/73, de consciencialização da importância da arquitectura como forma de melhoria das condições de vida e destrói, sobretudo, as expectativas de acesso à profissão de quem após seis anos de estudo e alguns de prática profissional, procura trabalhar no seu país. Contudo, apesar de todas estas vicissitudes, os ateliers de arquitectura constituídos por jovens arquitectos despontam pelo país, baseados em estruturas colaborativas que vão resistindo, criando emprego e ganhando concursos dentro e fora do país. Contrariando a lógica de mercado que entende o vizinho como o primeiro inimigo, os resultados e notoriedade de uns tem vindo a ajudar outros a projectarem-se. Urge que este fenómeno seja estudado e desenvolvido como, até ver, única forma de aproveitar o potencial científico-técnico constituído pelas universidades e como forma de subverter as medíocres teias de interesse e compadrio que dominam o país.
Temos novidades nas sínteses dos projectos da coluna da direita. Novos projectos e um novo sistema de reprodução online das paginas síntese de cada projecto através da plataforma Issuu. Mais rápido e acessível. We have new projects online, registered on the right column of this blog. We have started to post our PDF files on Issuu platform. It's faster and easier.
Auditório Fernando Távora, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto 7 e 8 de Abril
A Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto organizará a 7 e 8 de Abril, o Seminário Internacional Cinemarchitecture que juntará cineastas como Manoel de Oliveira , Fernando Lopes , João Mário Grilo e arquitectos como Nuno Portas , Alexandre Alves Costa , Manuel Graça Dias e Robert Kronenburg , entre outros. Este Seminário integra-se no Workshop Internacional Cinemarchitecture que decorrerá na FAUP, de 7 a 18 de Abril, e que reunirá cerca de 40 estudantes nacionais e estrangeiros oriundos das Universidades do Porto, Cambridge, Liverpool e Tallin, e que desenvolverão trabalhos sobre o tema. O Workshop integra também um Ciclo de Cinema que se realizará no Teatro do Campo Alegre e nos Cinemas Cidade do Porto que inclui filmes como “Belarmino” de Fernando Lopes , "Douro, Faina Fluvial" de Manoel de Oliveira , “Trinta Metres I Un Balcó” de Adriana Salvat, “Rear Window” de Alfred Hitchcock , “The Fountainhead” de King Vidor, “Mon Oncle” de Jacques Tati, “O Arquitecto e a Cidade Velha” de Catarina Alves Costa ou “Alice” de Marco Martins.
Para mais informações: http://cinemarchitecture.arq.up.pt Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto Tel: 226057103/15 Fax:226057198 Email: sre@arq.up.pt
A Rosa foi conhecer o famoso Sr. Zagalo. No Flickr podemos encontrar as suas fotografias. Rosa went to meet Mr. Zagalo. Her photos can be seen on Flickr.
Fallon was recently named Agency of the Year 2007, and it's going to participate in OFFF Lisbon'08. One of it's most popular campaign is the Sony Bravia TV Ads "Balls" and "Paint".
"Space Architects is urgently seeking interns to work for free in Lisbon, Berlin, Horta, Shangai, Casablanca, Tokyo, Los Angeles and Moon Offices(modell making and Mars.ian proficiency is a must, previous mars and/or moon experience is a plus).Please do not read if you are not really qualified. Space Architects is urgently seeking architects to work for free on Mars Research/Visit Project(no proficiency is a must, previous mars and/or moon experience is a plus).Please only digital Format Portfolio."
MEMÓRIA DESCRITIVA "A presente proposta, procura consolidar e relacionar a área de intervenção com a cidade existente a partir da alteração da sua escala, redefinição de espaços públicos e criação de novos eixos de permeabilidade com o território urbano limítrofe. Em torno do ascensor e da nova rua proposta, desenha-se um eixo pedonal que relaciona a Av. da Liberdade com uma parte alta da cidade - Príncipe Real, R. Escola Politécnica e Bairro Alto. Esta rua tem potencial para estabelecer uma relação natural com os circuitos culturais mais marcantes na cidade de Lisboa (ver ASCENSORES DE LISBOA). A partir da actual entrada do Parque Mayer, desenha-se a segunda via, num primeiro troço de acesso condicionado e posteriormente como via pública secundária, para residentes e acesso às estruturas comerciais. Na proposta, opta-se por manter dois dos Teatros existentes, Capitólio e Variedades, por se considerar que existe um valor patrimonial que não pode ser menosprezado, ao nível da consciência colectiva do Parque Mayer, enquanto estrutura de diferentes Teatros. O Variedades embora não tenha a relevância arquitectónica do Capitólio, em termos urbanos, desenvolve uma interessante confrontação espacial com o referido cine-teatro, sendo ainda de equacionar pontuais apropriações dos espaços públicos envolventes propostos como palcos de diferentes actividades – atente-se ao potencial uso como anfiteatro das escadarias de acesso à rua do ascensor. Os existentes muros de contenção do Jardim Botânico, serão adoçados por intermédio de um conjunto de plataformas que perfazem um percurso até à nova entrada do Jardim, cumprindo um dos objectivos do concurso ao estabelecer a ligação pelo “Parque” do “Jardim” à “Avenida”. Ao nível da estruturação do edificado procura-se repetir a escala das áreas urbanas consolidadas a Sul e Este, utilizando a tipologia de quarteirões com logradouros de solo permeável, potencialmente apropriáveis como hortas urbanas."
ASCENSORES DE LISBOA "Em 1890, a Câmara Municipal de Lisboa, no contexto da construção da rede de ascensores que ainda hoje existe (Lavra, 1884; Glória, 1885; Bica, 1893), propôs a construção de um novo ascensor que ligasse a Av. da Liberdade ao Jardim da Escola Politécnica. Passado uma década a proposta mantinha-se ora utilizando a R. da Alegria ora a R. do Salitre. A presente proposta procura consolidar a estrutura de ascensores da cidade de Lisboa, propondo um novo ascensor, desta feita, ligando o Parque Mayer (Av. da Liberdade) ao Jardim do Príncipe Real (R. da Escola Politécnica). Aproveitando a estrutura de logradouros existente e a sua relação, por resolver, com os muros do Jardim Botânico, procura-se desenhar uma rua pedonal com ascensor e de trânsito condicionado. O seu comprimento é sensivelmente igual ao do Ascensor da Glória, pretendendo-se afirmar esta nova rua como um eixo de carácter cultural/comercial. Este carácter poder-se-á garantir com a potenciação das instituições culturais existentes no local – Hot Clube de Portugal (bar), Alfarrabistas e Teatros requalificados, e das que possam vir a transferir-se – Hot Clube de Portugal (escola), bares especializados (música africana, lounge, etc.) e outras estruturas culturais que aspiram regressar ao centro de Lisboa – Ler Devagar, por exemplo. Por outro lado, a estrutura de hotéis existente na Av. da Liberdade e as que estão para surgir no Príncipe Real, servem de âncora para uma ligação com natural apetência turística. Nas traseiras da Av. da Liberdade, com início no Parque Mayer e até ao Jardim do Príncipe Real, passar-se-á a desenhar uma nova estrutura de cidade de escala contida, que possa funcionar vinte e quatro horas por dia, e que se constitua como um braço de ligação ao topo do Bairro Alto."
ateliermob - arquitectura, design e urbanismo lda.
[PT] O ateliermob é uma plataforma multidisciplinar de desenvolvimento de ideias, investigação e projectos nas áreas da arquitectura, design e urbanismo.
Distinções: 1º Prémio do Concurso Internacional para a Dinamização das Margens do Rio no Médio Tejo [2007], o 1º Prémio no Concurso para o Novo Cemitério de Moura [2008]; Menção Honrosa no Concurso Internacional para o Novo Tribunal de Grande Instância de Paris [2006]. O ateliermob foi integrado no Top 10 de ateliers de jovens arquitectos portugueses promovido pelo "New Italian Blood" [2007].
[ENG] ateliermob is a Lisbon (Portugal) based office, that develops ideas and projects in architecture, design and urbanism. Its projects and work have been often referenced and distinguished with awards as the honorable mention on the International Ideas Competition for the Paris Courthouse [2006], the 1st Prize on the International Competition to Develop Tagus’ River Banks [2007] and the 1st Prize on the Competition for the New Moura's Cemetery [2008]. In 2007, ateliermob was integrated in the Top 10 New Portuguese Blood held by "New Italian Blood".