Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

[ENG] This competition was held last year, and the announcement of the winning proposal was published one month ago (here). Our proposal didn't win, but we consider interesting to show its process and methodology (the following text will be in portuguese).
[PT] Este concurso decorreu no ano passado e o anúncio da proposta vencedora foi feito aqui. A nossa proposta não saiu vencedora, mas entendemos interessante expôr um pouco do processo e metodologia de projecto.

Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
por Ricardo Araújo Pereira (texto de 2008 publicado na Visão)
Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja. Diz-se «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»? São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia». As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos. Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias. É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada. Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes. A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira. Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece--me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno. Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro. E os suecos que montem tudo, se quiserem receber.
Terça-feira, 20 de Outubro de 2009
Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
[PT] boq é um colectivo de designers que, desde 2004, investiga e trabalha em design web, gráfico e de identidade, caminhando sobre a linha que separa tecnologia e emoção, controlo e interacção, beleza e pragmatismo. Nem sempre é fácil, mas para nós é perfeito.
[ENG] boq is a collective of designers that since 2004 researches and works on web, identity and print design, walking the fine line between technology and emotion, control and interaction, beauty and pragmatism. It's not always easy, but for us it's perfect.
[ENG] A late welcome to Erika and Jonas.
Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009
Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Original photo here
[PT] Conferência de Antoine Picon no dia 12 de Outubro de 2009 às 16h00 na Sala Polivalente - Piso 0 do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

[PT] Pelo que conseguimos perceber por esta notícia, já terá sido atribuído o primeiro prémio no concurso público para o novo Centro Naútico de Abrantes. Participámos neste concurso cuja entrega foi há mais de um ano. Aqui estão os painéis da nossa proposta e excerto da memória descritiva:
[ENG] Competition for the new Abrantes' Nauticus Center.



Da memória descritiva:
O programa de concurso definia como valor de referência para a intervenção 1480,00 m2 de área útil e o limite da área bruta de construção de 1776,00 m2. Recorrendo às formas básicas quadrado (fig. 01) e círculo (fig. 02) desenhámos a volumetria no território, pensando num edifício com um piso. Embora a utilização de 2 ou 3 pisos tenha sido considerada foi posta de lado por julgarmos que o edifício em causa, seja pelas funcionalidades que alberga seja pelos sobre-custos associados à mobilidade universal, não justificariam mais do que um piso. A escala da implantação do edifício estaria então encontrada. De seguida, atendendo ao Despacho nº 18 322/2002 no que diz respeito à
obrigatoriedade de todas as intervenções naquela área terem de ser acima da cota da cheia dos cem anos (+ 35.00), procurámos aproximar o edifício da referida cota natural no topo noroeste do terreno, alinhando o seu limite sul pela rua já estabelecida pelos arruamentos existentes (fig. 03). Do corpo resultante, talhámos dois caminhos por forma a constituir três blocos funcionais (fig. 04): público – próximo das zonas de entrada do
edifício, treino e armazém - directamente relacionado com a rampa que leva ao rio, o que correspondia à leitura diagramatica que fazíamos do programa.
Desta forma, cruzando o diagrama do painel 01 com a fig 04. obtemos uma circulação interior conforme a fig 05. A partir do momento em que temos a estrutura funcional do programa desenvolvida e enquadrada importa adaptar a forma às duas entradas
principais a norte. Uma, mais aberta, servirá de entrada principal do público e de funcionários, sempre através da zona de recepção e com um pátio a ser desenhado em torno de uma árvore. A segunda entrada, de serviço e para cargas e descargas de embarcações, servirá o armazém.
Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Photo Marco Reixa
[PT] Os resultados do concurso foram ontem anunciados e, de seguida, foi inaugurada a exposição dos seis trabalhos seleccionados desenhada pelo ateliermob.
[ENG] The result's announcement was yesterday, followed by the innauguration of the exhibition design by ateliermob
VENCEDOR + SHORTLIST DO JÚRI
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