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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
ateliermob, às 10:41 | comentar :: comment | 2009.12.02

 

[PT] O Yearbook 08/09 - Arquitectura em Portugal, da Construir, já está à venda e conta com um texto do Tiago Mota Saraiva.

 

Arquitectura verde; das caricaturas de marcianos a um futuro mais sustentável

Termos como “sustentabilidade” e “verde” dominam o discurso global sobre arquitectura, no caso português, com algumas variantes e particularidades.

Em Portugal, não há condomínio habitacional que não se declare sustentável ou material de construção que não declare a sua excepcionalidade na componente ecológica. Por mais ridículo que possa parecer, este discurso recorrente há mais de uma década, é tido como uma originalidade dos nossos dias. Como se, por exemplo, na arquitectura popular que o Inquérito1 tão bem diagnosticou já não houvesse um conjunto de princípios identificadores de uma atitude de respeito pela inserção no território.

Há mais de sessenta anos quando o Estado fascista procurava impor um estilo português enraizado naquilo que dizia ser uma tradição, os novos arquitectos de então lançaram-se à estrada, de Norte a Sul do país, para registar as diferenças e particularidades de uma arquitectura popular, fortemente enraizada nas condições próprias do local, do clima à economia. Este importantíssimo registo que nos deixaram, com tantos exemplos de arquitecturas que foram esmagadas pela força do recente “progresso”, é um exemplo demonstrativo que “sustentabilidade” e “verde” (na sua versão ecológica) sempre foram premissas no acto de concepção arquitectónico.

Contudo, em Portugal, a crescente relevância deste discurso tem sido inversamente proporcional às suas consequências práticas.

Ainda que os instrumentos de gestão territorial tenham melhorado significativamente, as últimas duas décadas de ordenamento de território foram absolutamente devastadoras. Quem não se recorda imediatamente de inúmeros exemplos em que a gula imobiliária descaracterizou paisagens que demoraram milhões de anos a ser construídas ou quem não tem presente os diversos casos de corrupção em torno da desanexação de zonas de reserva ou abate ilegal de estruturas arbóreas?

Por outro lado, a par da criação de incentivos nas áreas das energias renováveis, sempre desenvolvidos sob uma perspectiva neoliberal (para quem pode) e com lucros astronómicos para as grandes empresas que desenharam o filão, a figura dos projectos PIN (Projectos de Potencial Interesse Nacional) constituem-se como perigosas coutadas de território sem lei em que o promotor paga para desenvolver o projecto que conseguir negociar à porta fechada com sinistros representantes do Estado.

No contexto deste anuário é particularmente notório que pouco do que se fez de mais relevante no ano em análise tenha uma componente urbana, ou de carácter territorial. Os agentes públicos com poder sobre a gestão do território, lutam ferozmente para que o equilíbrio de forças não se altere e para que os técnicos envolvidos nos projectos de maior impacto se mantenham os mesmos, desde há mais de trinta anos. Esta resistência nada tem a ver com uma questão técnica ou de experiência das equipas, mas sim com formas padronizadas de fazer e com a prevalência do interesse privado sobre o interesse público, ou seja, do lucro de alguns sobre o interesse colectivo. Desta forma os projectos de maior relevância financeira, escala ou com maior impacto no território ficam geralmente muito aquém do que se deveria esperar no campo da criatividade, inovação, interesse público e, até mesmo, sustentabilidade.

Se está à vista de todos que, ao nível do ordenamento do território, independentemente do discurso, caminhamos no sentido contrário ao da “sustentabilidade”, a mediana do que se constrói também continua a deixar muito a desejar.

Se é verdade que pululam pelo nosso território novas construções ditas sustentáveis, na sua maioria apenas parecem reproduzir soluções padronizadas (e até estrangeiradas) de pouco valor ambiental. A “sustentabilidade” é uma figura de estilo para aumentar o valor comercial, dito de uma forma mais directa, para vender mais caro.

Essa é também a ideia da parafernália de novos produtos verdes que nos inundam a vista. Num sentido figurado, basta que cresçam umas ervas para que se anuncie que um produto é verde e ecológico e, mais uma vez, para que se venda mais caro.

Contudo é bom que se saliente que, com o aumento exponencial do número de arquitectos, muitos houve que começaram a desenvolver trabalho de pesquisa e investigação válido, muito além do discurso/ruído mediático sobre estas matérias. Nesta selecção de projectos aparecem alguns excelentes exemplos de soluções de projecto em que o tema principal é a sua abordagem ecológica sendo, curiosamente, as intervenções de menor escala e promovidas por particulares. Esta tendência é bem demonstrativa que, ateliers e arquitectos que têm vindo a produzir um trabalho mais sério de pesquisa e investigação sobre estas matérias estão, normalmente, fora da encomenda pública, não integram os circuitos onde o nosso território é discutido e não têm qualquer margem de penetração nas grandes encomendas privadas.

Sou dos que crêem que a sustentabilidade se atinge pela inteligência da solução e não por um modelo construtivo, material ou detalhe de fachada. Como espero que se se perceba neste texto, parece-me que a crescente mediatização de uma denominada “arquitectura verde” se está a constituir como um obstáculo a um futuro mais sustentável e ao aparecimento de novas soluções que afectem e melhorem a vida concreta das pessoas e a qualidade do que se constrói em Portugal.

 

Tiago Mota Saraiva

 

1AAVV (2004) Francisco Keil do Amaral (coordenação), "Arquitectura Popular em Portugal", 4ª edição, Vol. II, Lisboa: Centro Editor Livreiro da Ordem dos Arquitectos [Lisboa 1961], pp. 349

 

Os projectos que integram a monografia são os seguintes:

Fundação Iberê Camargo - Siza Vieira;
Ar de Rio, no Porto - Guedes + DeCampos;
Incubadora de Empresas de Vila Verde -Contemporânea;
Hotel Rural do Paço do Pombeiro - EZZO;
Castelo de Castelo Novo, no Fundão - Luís Miguel Correia & Nelson Mota;
Arquivo Municipal de Loures - Fernando Martins e João Santa Rita;
Hotel Axis, em Viana do Castelo - Jorge Albuquerque;
Escola Secundária de D. Dinis, Lisboa - Ricardo Bak Gordon;
Escola da Música de Lisboa - João Luis Carrilho da Graça;
Pabellon Ayuntamiento de Madrid na Expo Zaragoza - Olga Sanina + Marcelo Dantas;
Casa Adpropeixe no Gerês - Carlos Castanheira;
Casa Dr. Reginaldo Spenciere - AUZPROJEKT;
Casa Monte em Grândola - Luis Pereira Miguel;
Casa em Arruda dos Vinhos - Plano B;
Cork House em Esposende - Arquitectos Anónimos.

 



_ Prémio Excelência 2016 - Reabilitação


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