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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011
ateliermob, às 10:46 | comentar :: comment | 2011.11.18

 

 

 

 

 

Photos by Zoraima de Figueiredo

 

 

*Nascido para isto

Dentro disto

Enquanto os moribundos sorriem

E a Dona Morte ri

E os elevadores caem

E as paisagens políticas se dissolvem

Nós

Nascemos para isto

Dentro disto

Dentro destas guerras cuidadosamente insanas

Da visão de fábricas com as janelas partidas para o vazio

De bares onde as pessoas já não falam umas com as outras

De lutas com punhos que acabam em tiroteios e facadas

Nascemos para fazer parte disto

***Para ouvir o terror através das paredes e caminhar toda a noite com os sapatos manchados de sangue

Para acordarmos embrulhados no vazio e na falta de memória

*Nascemos para isto

Aqui

Num país onde as prisões estão cheias e os manicómios fechados

Num sitio onde as massas promovem os idiotas a heróis ricos

Nascidos para isto

A caminhar e a viver através disto

A morrer por causa disto

Mudos por causa disto

Castrados

Escarnecidos

Deserdados

Por causa disto

Enganados por isto

Desprezados por isto

Levados à loucura e à doença por isto

Levados à violência

À desumanidade

Por isto.

Os dedos procuram a garganta

A arma

A faca

A bomba

Os dedos estendem-se em direcção a um deus irresponsável

Os dedos procuram a garrafa

O comprimido

O pó

***E o eco repete

Até aqui tudo bem

Até aqui tudo bem

Até aqui tudo bem

E eu

Em queda lenta

Em tortura lenta

Com o vento a gritar-me ódio aos ouvidos e a espernear como um cavalo alucinado em direcção ao abismo

Lá em baixo

Vê-se tão bem daqui

Ruas pavimentadas a sangue

Cabeças partidas

Braços e pernas partidos

Dentes em cacos

Nada para a frente

Para trás

Para a frente

Para trás

Para trás

Para trás

Para trás

A repetição repete a repetição

A repetição torna a memória volúvel como uma droga monótona

Há muito que perdemos a nossa inocência etc etc.

**Eu vi os melhores da minha geração destruídos pela loucura.

***Vê-se tudo tão bem daqui.

Cães uivam

Mulheres no deserto

Uma vida de aventura com estrelas em carros, luas românticas de mau gosto e toda essa morte amor e armas de Hollywood a desaguar dos cinemas em reposições contínuas

Violência

Púrpura

Branco

Há muito que perdemos a nossa inocência.

Entre nós

Respeito nenhum

Entre nós respeito nenhum.

Uma vida de aventura em breve aqui.

Aqui espera-se.

Dia após dia

Novas fornadas de crédulos

Anjos em elevadores

Ferozes como a merda de um deus pagão esquecido combatem o ar imóvel

Nem sangue nem satisfação.

Não peguem fogo a tudo

Não peguem fogo a tudo sem mim.

 

Aqui

Portas fechadas

Janelas fechadas

A mobília disposta

Para um maior conforto

Cada um com o seu lugar

No seu lugar

Aqui

Longe do caos.

Ninguém sai

Ninguém quer sair

Tudo está à venda.

 

______

* excerto de Dinosauria We de Charles Bukowski

**excerto de Howl de Alen Ginsberg

*** Posso Pegar Fogo à Cidade, Mãe? de João Saboga

* e ** traduzidos do inglês por João Saboga


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