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Segunda-feira, 5 de Março de 2012
ateliermob, às 10:27 | comentar :: comment | 2012.03.05

 

[ENG] Minho is known for its festivities and folk traditions deeply rooted in local culture. Such is the case in Guimarães with the festivities of S. Pedro de Caldas das Taipas, Romaria Grande de S. Torcato, S. Jorge and S. Brás in Pevidém, Cruzes de Serzedelo, S. Tiago in Ronfe, S. João in Polvoreira, Gualterianas or Nicolinas. This intervention, to be included in the Guimarães European Capital of Culture program, wants to stimulate the crosswork between contemporary performing arts and age-old local folk traditions, underpinned by strong architecture and citizenship components.

In “O Baile” everybody dances. In an improvised open-air ball room, dancers, actors and musicians begin by welcoming the local community, neighbours and friends. An invitation is then made for them to participate in a series of simple and catchy choreographies. The local population interacts in a special way. Workers or residents will have the chance to take part in the preparation of the event, down on the street or participating from their windows. In “O Baile”, like in the old days, we seek to blend old friends with new acquaintances, the private with the public, those who don't know each other with those who see each other every day, bringing the intimate and familiar to the public space. Elements traditionally related to the domestic sphere like wardrobes, chairs, tablecloths, or bedsheets will fill the streets, displayed together with small interventions in the facades of neighbouring buildings.

Flower-patterned clothes are taken out to dry on giant clothes lines decorating, capturing the public space, recreating the images of Minho and Guimarães' folk festivities, and transporting the home space to the street. The structure of this exercise is flexible, having a number of scenes or types of 'ball-games' which will be transformed, substituted or/and adapted to local reality. The adaptation to the place will determine the sequencing of different moments and the nature of the community's participation. For this process to be accomplished, a part of the team will have to rehearse 'in loco' while they earn the confidence of the residents and workers who routinely inhabit the urban space. One of the ideal methodologies to capture and mobilize the community, at par with sensitizing through panflets and letters, is to challenge people directly, i.e. passers-by who stop to enjoy the rehearsals are immediately invited for mini-balls which will drift into an invitation to interpret a certain character in the day of "O Baile".

Moments that can emerge in a choreography that never repeats itself: to take a pair of dancers along a text or an image; get them to run a circle everytime a page is turned; throwing clotheslines that became posters; to play a game about the concept of programming where dancers go back and forth, tracking a tango-like binary code. "O Baile" is also porous to crossovers with other events. For instance in 'The Newspaper's Ball' another Guimarães European Capital of Culture activity can be promoted. The scene would then be inspired by the images or words of that event. In "O Baile" we look to work two distinct realities. First, to demonstrate the liberating potential and pervasiveness of meshing dance and contemporary performing arts with everyday moments and folk tradition. Second, to occupy the streets and disrupt silence.

 

Welcoming Ball / The Ball’s Bar / The Clothes Line's Ball / Piggyback’s Ball / Stop the Ball / Facade’s Ball / Newspapers’ Ball / Walking around \ Sidewalk Ball / Stories’ Ball / Homecoming parade Ball / Drunkman’s Ball / Marias’ Ball / Kissy Ball / Leaves’ Ball / Paper sheets' Ball / Hats’ Ball / Programming Ball / Binary code Ball / Closing Ball / This is really the last one

 

[PT] O Minho é conhecido pelas suas festas e tradições populares fortemente enraizadas e identitárias. Só em Guimarães pode reconhecer-se como tal, as festas de S. Pedro de Caldas das Taipas, a Romaria Grande de S. Torcato, o S. Jorge e o S. Brás em Pevidém, as Cruzes de Serzedelo, o S. Tiago em Ronfe, o S. João em Polvoreira, as Gualterianas ou as Nicolinas. O objectivo desta proposta de intervenção a integrar na programação da Capital Europeia da Cultura, é estimular o cruzamento entre as artes performativas contemporâneas e as tradições populares locais, a partir de uma forte componente arquitectónica e de cultura de cidadania.

N' O Baile toda a gente dança. Num improvisado salão de baile a céu aberto, bailarinos, actores e músicos começam por dar as boas vindas à comunidade local, vizinhos e amigos. Segue-se o convite para que tomem parte numa série de coreografias simples e contagiantes. A população local participa de uma forma especial. Trabalhadores ou residentes poderão fazer parte da preparação do acontecimento, podendo descer à rua ou participar da sua janela. N' O Baile, como outrora, pretende-se misturar conhecidos com desconhecidos, o privado com o público, quem não se fala com quem se vê quotidianamente, trazendo o íntimo e familiar para o espaço público. Elementos tradicionalmente associados ao espaço doméstico (roupeiros, cadeiras, panos de cozinha, toalhas de mesa ou camas) ocupam as ruas ao mesmo tempo que se revelam pequenas intervenções nas fachadas dos edifícios circundantes.

Dos edifícios lançam-se estendais gigantes com roupas floridas que se apropriam e enfeitam o espaço público, recriando imagens das festas populares - em que o Minho e Guimarães são ricos, e transportando a casa para as ruas. A estrutura do acontecimento é flexível contendo um conjunto de cenas ou tipos de baile-jogo que, dependendo da realidade local, se transformam, adaptam ou substituem. A adequação ao local determina o encadeamento dos diferentes momentos e o carácter de participação da comunidade. Para que este processo se concretize, uma parte da equipa terá de ir ensaiando no local ao mesmo tempo que vai conquistando a confiança dos residentes e trabalhadores que quotidianamente vivem o espaço urbano. Uma das metodologias ideais para a captação e mobilização da comunidade, a par da sensibilização mais convencional através de panfletos ou cartas, é a do desafio directo. Ou seja, os transeuntes que se detêm a apreciar os ensaios são imediatamente convidados para mini-bailes que derivarão num convite para interpretar uma personagem no dia d' O Baile. Levar um par de bailarinos atrás de um texto ou imagem, fazer uma volta sempre que se muda de página, lançar estendais de roupa que se transformam em cartazes, realizar jogos sobre o conceito de programação na qual se programam passos a partir de um código binário de avanços e recuos como se de um tango se tratasse, estes são alguns dos exemplos de muitos momentos que podem surgir numa coreografia que nunca se repete. O Baile também é permeável para cruzamentos com outros acontecimentos. Por exemplo n'O Baile do Jornal pode ser feita a divulgação de outra actividade no âmbito da Capital da Cultura. A cena passa a ser inspirada nas imagens ou palavras do acontecimento anunciado. N' O Baile procura-se trabalhar duas realidades distintas. A primeira, associando a dança e as actividades performativas contemporâneas a momentos quotidianos e de tradição popular, procura-se demonstrar a sua universalidade e potencial libertador. A segunda, ocupando as ruas para romper o silêncio.

 

Baile da Chegada / O Bar do Baile / Baile do Estendal / Baile das Cavalitas / Alto e pára o Baile / Baile da Fachada / Baile dos Jornais / Baile do Passeio / Baile das Histórias / Baile da Parada / Baile do Bêbado / Baile das Marias / Baile do Beijinho / Baile das Folhas / Baile dos Chapéus / Baile da Programação / Baile do Código Binário / Baile do Fim / Esta é mesmo a última

 

 

direcção Marta Silva e Félix Lozano
interpretação Marta Silva, Félix Lozano, Luis Amarelo, Catarina Ribeiro, Mariana Portugal, , Manuel Jerónimo, José Luis Costa, Sara Franqueira, Ricardo Raposo, Rita Rodrigues, Cilene Fernandes, Daniela Serra, Alessandra Armenise, Joana Hilário, Madalena Marque, Diogo Lopes, Inês Marques, Gil Dionísio.
coordenação músical Rini Luyks
Interpretação musical Rini Luyks (acordeão), Aurélio Alegria (bombardino), António Pedro (percussão), Luís Bastos (clarinete), Miguel Tapadas (piano)
figurinos Ana Direito
produção Daniel Abrantes / Diana Bernardes – SOU Companhia
participação especial vizinhos, moradores e trabalhadores do Bairro

 

 

SOU Associação Cultural e ateliermob




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