blogue do mês :: blog of the month
publicidade :: ads

subscrever feeds

|
pub | ads



tags

# 004 (a)

# 004 (b)

# 009

# 014

# 015

# 016

# 019

# 021

# 023

# 025

# 026

# 027

# 028

# 030

# 031

# 033

# 034

# 039

# 040

# 041

# 044

# 045

# 046

# 047

# 049

# 050

# 052

# 055

# 056

# 057

# 059

# 061

# 062

# 065

# 066

# 067

# 068

# 070

# 071

# 072

# 074

# 077

# 078

# 082

# 088

# 089

# 091

# 093

# 094

# 098

# 106

# 111

# 115

# 116

# 117

# 118

# 120

# 122

# 123

# 125

# 126

# 127

# 128

# 129

# 130

# 137

# 138

# 142

# 146

# 150

# 151

# 152

# 155

# 156

# 157

# 159

# 162

# 166

# 167

# 168

# 169

# 170

# 172

# 174

# 175

# 176

# 177

# 178

# 180

# 181

# 187

# 188

# 189

# 193

# 194

# 202

# 204

# 205

# 213

# 216

# 220

# 221

# 234

# 235

# 237

# 240

# 241

# 242

# 244

# 250

2006 - 2007

2007 - 2008

2008 - 2009

2009 - 2010

2010 - 2011

2011 - 2012

amigos | friends

ateliermob at ...

blogue do mês | blog of the month

blogue | blog

coluna da direita | right column

competitions

conferências online | online lectures

contacto | contacts

design

diagramas | diagrams

direito à habitação

divulgação | release

emprego | job

entrevista | interview

equipa | team

filmes | movies

jovens arquitectos portugueses | young p

kidsmob

livros | books

media

música | music

notícia | news

novas práticas | new practices

novos arquitectos | new architects

prémios | awards

press release

projectos | projects

reflexões | thoughts

sobre | about

sondagem | poll

video

working with the 99%

workshops

todas as tags

arquivos :: archives

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Outubro 2005

ajudas | support
Site Meter



Segunda-feira, 15 de Outubro de 2012
ateliermob, às 10:47 | comentar :: comment | 2012.10.15

No Público de Domingo, por Alexandra Prado Coelho

 

O tempo da construção acabou? O que é que isto significa para os arquitectos? As perguntas - que não têm só a ver com a crise económica, mas muito também com a ideia de que não são necessários mais edifícios nas nossas cidades - surgem perante uma expressão utilizada por Beatrice Galilee, a comissária da próxima Trienal de Arquitectura de Lisboa, em 2013. No livro Spacial Murmuring - migration of spaces and ideas, de Sónia Nunes Henriques e Jan-Maurits Loecke (ambos dos He.Lo Architects), Galilee escreve sobre a "crescente irrelevância da construção na arquitectura".

 

E, algumas páginas antes, no mesmo livro, Aaron Betsky, director do Cincinnati Art Museum, começa o seu ensaio com a frase: "O primeiro facto que temos que encarar na arquitectura e no design é o de que não precisamos de mais coisas". Escreve Betsky que "não precisamos de mais edifícios", e, numa escala mais pequena, "a última coisa que precisamos é de mais cadeiras, mesas, candeeiros ou outras peças de mobiliário". Que caminhos podem, então, seguir os arquitectos? "Em Portugal havia muito a lógica, que vinha sobretudo da Escola do Porto, que é de querer ver o projecto e a obra construída", diz Tiago Mota Saraiva, do ateliermob. "Num contexto em que temos claramente construção a mais", a arquitectura tem de ser diferente, defende. "A arquitectura tenta projectar o futuro, numa altura em que cada vez mais nos tentam cortar qualquer perspectiva de o fazer." E isso passa, por exemplo, por ter "arquitectos junto das comunidades a desenharem processos participativos". O ateliermob está envolvido num desses processos, no bairro Prodac, em Chelas. "Tomámos conhecimento do problema [o bairro foi construído pelos moradores há perto de 40 anos, mas estes continuam a não ser proprietários das casas] e começámos a falar com as associações de moradores para ver como poderíamos legalizar as casas. O nosso papel aqui não é fazer projecto, é desenhar o processo participativo." Conseguiram, para a parte norte do bairro, um financiamento do programa Bip-Zip, enquanto para a parte sul estão ainda a estudar outras formas. As casas estão lá, já construídas, agora é preciso "fazer um levantamento, detectar os riscos", o que já está a ser feito. Mas o objectivo principal é conseguir que os moradores tenham condições para se tornarem proprietários das suas casas. É, de certa forma, um regresso ao espírito do SAAL, nos anos 70, um trabalho próximo da população. O projecto, intitulado Working with the 99%, e que está a ser acompanhado pelos documentaristas Joana Cunha Ferreira e João Rosas, acaba de vencer o Prémio Future Cities, na Bienal de Arquitectura de Veneza.

 

Angariar fundos

Há em Portugal outros exemplos desta forma de encarar o papel do arquitecto. É o caso das blaanc, quatro sócias (Ana Morgado, Lara Pinho, Maria do Carmo Macedo Caldeira, Maria da Paz Sequeira Braga) com idades entre os 31 e os 33 anos, três baseadas em Lisboa e uma no Rio. Em 2010, conta Lara Pinho ao PÚBLICO, ganharam um concurso para construir casas para a classe emergente no Gana, com uma proposta de habitações feitas de terra pisada. "Foi aí que nos lançámos nesta nova maneira de ver a arquitectura, com maior sustentabilidade." E perceberam que esse era o caminho que queriam explorar. A seguir participaram (já em colaboração com João Caeiro, baseado em Oaxaca, no México) noutro concurso, lançado pela Architecture for Humanity em parceria com a Nike, e foram um dos vencedores com um projecto para um centro desportivo em Oaxaca. "A ideia aqui", continua Lara, "era que a comunidade construísse em conjunto connosco". E este projecto abriu caminho a um outro, no qual estão envolvidas, o Adobe for Women, que parte de uma ideia lançada há vinte anos pelo arquitecto mexicano Juan Santibañez para ajudar vinte mulheres a construir as próprias casas. Para recuperar o projecto, as blaanc lançaram uma campanha de angariação de fundos - uma das iniciativas é um leilão com desenhos de autor (dia 27 na Carpe Diem - Arte e Pesquisa, em Lisboa, entre as 16h e as 19h). Para já, tem sido no estrangeiro que as blaanc têm encontrado oportunidades para fazerem o tipo de arquitectura com que se identificam, mas o objectivo, diz Lara, é conseguir fazer o mesmo em Portugal. Pensar a arquitectura para lá da construção é também o que fazem os he-lo, Sónia Henriques e Jan-Maurits Loecke, autores do livro citado no início. "A arquitectura não é só edifícios novos. É também este livro, esta discussão. É entender como as pessoas vivem no espaço, e não necessariamente a criação de espaços novos. Os arquitectos precisam de perceber como é que as pessoas funcionam dentro dos espaços", diz Sónia, por telefone a partir de Londres. Olhar a arquitectura de uma forma diferente passa por dar atenção "a outro tipo de áreas na cidade - viadutos, a parte de baixo de uma ponte, as áreas entre a linha do comboio e as traseiras de um edifício, telhados, túneis". Os he-lo gostam, nos projectos em que trabalham, de dar visibilidade a partes dos edifícios que habitualmente não vemos. Fizeram, por exemplo, uma instalação na Alemanha a partir de um concurso para uma mesquita, em que "a ideia era que as pessoas conseguissem andar por toda a área como se fosse uma montanha, podendo aceder a todo o espaço, incluindo o telhado". A questão é perceber por onde passa o futuro. Luís Santiago Baptista, director da revista Arqa, acredita que há neste momento duas formas de encarar a arquitectura. "Uma olha-a como uma realidade física e material, e outra vê-a como suporte de movimentos e práticas espaciais, e tem uma relação mais livre com a materialidade. Acho que as duas são complementares." Em Portugal, explica, tem dominado a primeira perspectiva. Mas há já exemplos dessa visão da "arquitectura como palco, suporte, com um carácter mais efémero". Os primeiros acreditam que "a materialidade consegue determinar o uso", enquanto os segundos consideram que são as pessoas quem determina as formas de viver o espaço. E embora ambas sejam "extremamente interessantes", Santiago Baptista lembra que "construiu-se demais em relação às nossas necessidades" e hoje "é difícil imaginar o que falta construir". Por isso, sejam quais forem os caminhos escolhidos, "a disciplina vai ter que se reinventar radicalmente", porque "as respostas que as sociedades exigem são diferentes do que eram há vinte ou trinta anos".



_ Prémio Excelência 2016 - Reabilitação


ateliermob - arquitectura, design e urbanismo lda.
[PT]
Plataforma multidisciplinar de desenvolvimento de ideias, investigação e projectos nas áreas da arquitectura, design e urbanismo. É assim que tudo costuma começar. A partir daí trabalha-se tudo o resto. Só é impossível o que não entusiasma, o que não é criativo, o que nos afasta das pessoas.
[saber mais]

[ENG]
Ateliermob is a multidisciplinary platform which develops projects, ideas and research within architecture, design and urbanism. This is the way it usually starts. From this point, everything is worked out. The impossible is to work on the unexciting, on the uncreative, on what diverges from people needs.
[+ info]
ateliermob @ facebook
International internship program at ateliermob
ligações :: links
ateliermob: What ever happened?


+ videos
Tanto Mar


+ info
subscrever | subscribe

email para actualizações :: email for updates
By Feedburner