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Terça-feira, 30 de Julho de 2013
ateliermob, às 10:07 | comentar :: comment | 2013.07.30

a proposta do ateliermob ficou classificada em último lugar

 

Participação é cada vez mais uma expressão que surge afecta a qualquer discurso sobre urbanismo ou arquitectura. Ao mesmo tempo são também cada vez mais os exemplos em que a expressão é esvaziada do seu conteúdo, não representando mais do que um floreado.
A solução proposta como resposta a este concurso não é um projecto de arquitectura, mas um processo participativo de elaboração de um projecto de arquitectura.
Temos consciência que esta proposta de processo não é original – como aliás procuramos demonstrar através dos exemplos referidos na memória descritiva – mas também temos consciência que este processo poderá servir de modelo para uma nova forma de trabalhar as questões urbanas e arquitectónicas em Portugal.
Não haverá grandes dúvidas que o quadro legislativo da República Portuguesa não está preparado para processos de urbanismo participativo e muito menos o Código de Contratação Pública para escolher prestadores de serviços de projecto que os possam desenvolver.
Neste caso, e dado o teor do processo de concurso ora presente, mais do que escolher uma solução de concepção – que numa solução de génese participativa só poderá ser concluída após auscultação e intervenção da população – pretende escolher-se uma equipa de projectistas com disponibilidade e vontade de participar num processo de desenho colectivo.
Da reflexão efectuada tendo como base o carácter não convencional do programa de concurso e partindo de uma série de processos em que a equipa que elabora esta proposta tem participado, não nos parece que responda ao desafio principal do concurso, nesta fase, avançar com uma solução fechada de imagem de concepção arquitectónica a qual dependerá da discussão e debate entre projectistas e moradores.



 


FACTOR SOCIAL

Utilizando a mesma formulação do concurso, o projecto começará a ser desenvolvido com 10 famílias (projecto-piloto). Essa formulação permitirá a elaboração de um projecto base de um lote-piloto que será submetido à CML e moradores. A partir desse momento, e após verificação das questões básicas levantadas pela população, o dono de obra poderá proceder à replicação do método por todos os lotes e famílias. Esta metodologia permite que estejam sempre dois sectores do bairro em andamento: um em projecto e outro em construção. Do ponto de vista da acessibilidade às habitações a proposta apresenta seis fogos com acesso de nível a partir da via pública, sendo os restantes, acessíveis por escadas, pertencentes a cada habitação e de acordo com os respectivos requisitos legais. Dentro do lote não foram considerados talhões cultiváveis. Do ponto de vista social, parece-nos que a questão da evolutividade é, neste aspecto, essencial. Cremos que os moradores de um T4 não deverão ter a mesma área de cultivo que os de um T1. Por outro lado, também dentro de cada uma das tipologias, ao longo dos anos, poder-se-á vir a alterar o interesse e necessidades de cultivo. Assim, parece-nos ser de todo o interesse considerar hortas comunitárias acessíveis por todos os moradores de uma forma pedonal mas fora dos lotes de construção, conforme proposto na planta geral. Tratando-se de uma proposta de solução arquitectónica em aberto, a concretizar em modelo participativo com os futuros proprietários, as soluções estruturais também deverão ser compatíveis com o carácter evolutivo que se lhe pretende dar, ajustando-se aos programas e necessidades das famílias. Para tal, na configuração base dos edifícios, prevê-se a implantação das instalações sanitárias e cozinhas, organizadas em torno das salas de estar, permitindo grande liberdade na tipologia dos fogos, podendo aumentar o número de quartos de um fogo em detrimento do fogo adjacente.

 

 

FACTOR ENERGÉTICO/AMBIENTAL SUSTENTABILIDADE DAS SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS

Os materiais a utilizar na construção dos edifícios serão certificados, sendo a sua origem, em geral, portuguesa, e sempre que possível, reciclados ou com conteúdo reciclado. A instalação de colectores solares térmicos na cobertura, para a captação de calor, permitirão a redução do efeito ilha de calor e, no verão, o arrefecimento dos espaços.

 

DESEMPENHO PASSIVO DAS HABITAÇÕES

A proposta abre várias possibilidades em termos da volumetria final do edifício. Para o aproveitamento dos pontos fortes do tipo de clima são acauteladas soluções que incluem o aproveitamento dos ganhos solares directos para aquecimento passivo das habitações, a utilização de inércia interior forte, e outras, detalhadas na Memória Descritiva.

 

SIST. DE APROVEITAMENTO DE ÁGUAS PLUVIAIS P/ USOS N/ POTÁVEIS

Prevê-se a instalação de um sistema de aproveitamento de águas pluviais para usos não potáveis (lavagens, regas, etc.). O sistema recolhe as águas pluviais da cobertura, conduzindo-as para um depósito localizado no interior da zona técnica.

 

SIST. DE APROVEITAMENTO DE ÁGUAS CINZENTAS PARA DESCARGAS

Prevê-se a instalação de um sistema de aproveitamento de águas cinzentas (lavatórios, águas de chuveiros e banheiras) para reutilização nas descargas de autoclismos. As águas recolhidas serão armazenadas em depósitos, tratadas e distribuídas em rede separada da rede de água potável.

 

SISTEMA DE PRODUÇÃO DE ÁGUAS QUENTES SANITÁRIAS (AQS)

O sistema de AQS enquadra-se na linha estratégica do projecto, sendo virtualmente estudadas diferentes tipologias de sistema e cenários de utilização. A escolha da solução final a implementar carece da aprovação dos vários intervenientes do processo, incluindo os utilizadores finais.

 

 

FACTOR ECONÓMICO

Cada um dos edifícios a construir no Bairro da Boavista será constituído por um único corpo estrutural, prevendo-se acessos independentes para todos os fogos. As estruturas são porticadas, em betão armado, constituídas por pilares e vigas definindo alinhamentos ortogonais, sendo as lajes aligeiradas com vigotas pré-esforçadas e blocos de betão. Prevemos fundações directas, por sapatas, travadas através de vigas de fundação ortogonais. Em princípio, todos os elementos das fundações e estruturas serão moldados em obra, de forma a garantir a continuidade e uma perfeita ligação entre as diversas peças estruturais. A ampliação estrutural é obtida por adição de módulos estruturais, constituídos pelo prolongamento das travessas do pavimento e do tecto, rematadas pelo montante de fecho. Este novo módulo será balanceado em consola e apresenta um comportamento de viga Vierendeel, exigindo secções mais robustas que as secções tradicionais da estrutura porticada, sendo por isso necessário replicar essas secções para os módulos adjacentes às futuras expansões. Tratando-se de estruturas com exigências especiais, sobretudo nos nós de ligação montante-travessa, deve ser dada particular atenção à pormenorização e execução dos trabalhos de ligação das futuras travessas aos nós de extremidade da estrutura existente. Temos duas metodologias para estabelecer estas ligações: repescagem de varões dobrados e selagem de varões em furos prévios. A acrescer à justificação expressa no ponto relativo ao Factor Social, entende-se que não haverá uma solução estrutural que permita coberturas com talhões que se possa inscrever dentro dos limites de valor de obra determinados neste concurso. Seja pelo reforço estrutural a que obriga, seja pela manutenção a que terá de estar sujeito, entendemos que, também por uma questão económica, os talhões não deverão ser considerados dentro dos lotes.

 

 

FACTOR ARQUITECTÓNICO

A arquitectura nunca terá sido um mero jogo de formas que alinhavava as funções. Com o virar do milénio a multidisplinariedade passou a ser uma condição cada vez mais inerente à complexidade das várias fases de projecto. Felizmente, o arquitecto-autor transformou-se em equipa de projecto e os ateliers mais sustentáveis vão-se transformando em colectivos de projectistas. A arquitectura também vale pelo seu processo. A actividade de projecto é, predominantemente, uma actividade intelectual. Aos arquitectos já não bastará o esquisso criador e determinista. Já não bastará somente o carácter do lugar, a sua envolvente ou o cliente. São processos como o que se propõe para a “Zona de Alvenaria” do Bairro da Boavista que enriquecem a prática disciplinar. Não sendo originais são sempre inovadores e revolucionários. A qualidade arquitectónica da presente solução não será mensurável pela sua estética ou pela qualidade das imagens que proporciona no mundo virtual. Num processo participativo, a qualidade depende da capacidade da equipa de projectistas em fazer com que todas as partes trabalhem em conjunto.

 

 

 

 

 

 

 


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